
Iniciamos o mandato para o triénio 2026–2028 com uma convicção muito clara: a Parceria Portuguesa para a Água (PPA) tem assumido um papel muito ativo na exposição do setor nacional da água ao mercado internacional e no direcionamento de atores internacionais para os exemplos do que de melhor fazemos no País, colocando o conhecimento, a experiência e a capacidade técnica do setor da água português ao serviço da criação de valor económico, da cooperação internacional e do desenvolvimento sustentável.
O contexto global cria oportunidades que não podem ser ignoradas. A escassez de água, as alterações climáticas, a necessidade de infraestruturas resilientes e de serviços eficientes estão no centro das agendas internacionais. Muitos países procuram soluções técnicas, modelos de gestão, tecnologia e melhores práticas que Portugal desenvolveu e consolidou ao longo de décadas. Este é um espaço onde os nossos associados têm capacidade para se catalisar e promover esforços conjuntos que devem culminar num maior nível de internacionalização do setor. Acresce a este contexto, e com mais atualidade, a incerteza relativa à estabilidade geopolítica e económica. A robustez e flexibilidade dos atores que atuam no setor nacional da água podem aportar, certamente, valor e aproveitar as oportunidades que decorrem, sempre, de grandes ameaças ou desafios.
A PPA deve ser um veículo promotor da nossa ambição internacional. Mais do que um fórum de reflexão, queremos ser uma plataforma que aproxima empresas, administração pública, associações e centros de investigação, criando condições para o acesso a novos mercados, para a participação em projetos internacionais e para a construção de pontes fortes e credíveis entre parceiros, tanto nacionais como internacionais.
Todas as associações, por serem um ponto de convergência de diversos atores, são um centro de conhecimento; a PPA não constitui uma exceção a esta regra. Será importante, ainda mais, que este conhecimento seja explícito e que flua entre associados, nesse momento, ou com a aceleração deste efeito, iremos assistir à criação de ainda mais conhecimento e de valor que deverá ficar ao serviço da comunidade e da nossa economia.
Por último, uma palavra de gratidão a todos os associados pela honra e pelo agrado em terem depositado nesta administração, que agora inicia a sua missão, a confiança que nos fará, com entusiasmo e otimismo, cumprir com os objetivos que traçámos. A PPA é, e sempre será, uma casa de portas abertas, convidando-se, assim, todas as empresas do setor a se associarem, tornando-se parceiras, e com isso potenciarem os objetivos a que nos propomos.
João Pedro Faria Feliciano
Presidente do Conselho de Administração da Parceria Portuguesa para a Água


